sábado, 5 de maio de 2012

GRANDES CRONISTAS BRASILEIROS



Não sei se isso acontece com os amigos, mas vez por outra me lembro de alguma coisa que já gostei no passado, e que depois, por um motivo ou outro termino esquecendo... Por exemplo: já gostei de jogar xadrez, de colecionar selos (e ainda hoje tenho minha coleção), já gostei de ler crônicas... Aliás, me lembrei, por acaso, das crônicas de Fernando Sabino, de Artur da Távola, de Millôr Fernandes. Eu gostava tanto que acho que foi justamente esse gênero literário que me transformou num amante da leitura.


Então, estive pensando: ora, se hoje tenho um blog e adoro crônicas, porque não fazer uma homenagem aos grandes cronistas brasileiros que levaram tantos jovens a gostar de ler. 


E é até bom porque dou uma pausa nesse estresse de matérias políticas.


Resolvido! De agora em diante, vez por outra vou brindar minha meia-dúzia de leitores com alguma crônica que eu classifico como sendo "arretada", de cronistas como Nelson Rodrigues, Stanislaw Ponte Preta, Millôr Fernandes, Henrique Pongetti, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Ivan Lessa, Ignacio de Loyola Brandão, Mário Prata, Rachel de Queiroz, João Ubaldo Ribeiro, Machado de Assis, Luiz Fernando Verissimo, Lygia Fagundes Telles, Aldir Blanc, Vinicius de Moraes, Alcântara Machado...


O time é de primeira e aceito sugestões de novos cronistas que não são do meu conhecimento. 


Como já ultrapassei a barreira dos 40, vou começar com uma de Artur da Távola (foto), que há muito tempo eu não lia, chamada "Coisas que a vida ensina depois dos 40".


Se bem que, a rigor, esse texto não é uma crônica, mas sim uma reflexão, porque a crônica tem duas características que são essenciais: tem relação com a ideia de tempo (crônica deriva do grego, chrónos = tempo) e consiste no registro de fatos do cotidiano em linguagem literária, conotativa.


Assim, que venham então os pensamentos, as reflexões, os poemas e as crônicas dos nossos grandes cronistas, enfim, textos que nos ajudem a refletir e que alimentem um pouquinho a nossa alma. 




Coisas que a vida ensina depois dos 40

Artur da Távola

Amor não se implora, não se pede, não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...


2 comentários:

Rodrigo Pierobon disse...

Rubem Alves é muito bom.....

Anônimo disse...

Tati bernardi, Martha medeiros, Caio fernando abreu, Clarice lispector .

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